Família Buscapé

Família Buscapé …

Falando de família, uma amiga, a  Arilmey Freitas nos contou um momento de sua vida, que publicou em seu blog janela da candinha  que achamos muito interessante, por isso compartilhamos:

É claro que a vida é boa, e melhor ainda quando é vivida em total simplicidade.
Sei lá, penso que sou sorteada para viver momentos, que posso assim chamar…pitorescos.
Em pleno domingo, saio de casa pela manhã com destino às compras, e decido parar para bater um papo com meu amigo Tony. Um sujeito impar, bonachão, solícito e muito empenhado em filantropia, empresário bem sucedido no ramo da movelaria artesanal. Mas que é, a essência da simplicidade e tem os dois pés na roça. Lá estava a família completa (um verdadeiro harém), com direito a caçula com não mais que um mês de idade. Tony se acabando em amendoins torrados, ameaçava a esposa, com o argumento de que os amendoins eram Viagra natural. Pasmem, ela ainda recém parida, sorria e dizia “é…meu marido?”
A nossa felicidade é sempre muito verdadeira quando nos encontramos, e entre um café e outro, fui convidada para o almoço. Sempre um prazer.
Adoro ouvir suas histórias, e eles as minhas, principalmente das viagens e curiosidades além mares.
Entre um caso e outro, cogitaram uma possível mudança para um apartamento em Sampa. Sua esposa prontamente decidiu que teria que ser uma cobertura, das bem grandes. Tony decidiu investigar o assunto, dizendo existir intenção no possível investimento. É claro que a família tem lá sua condição sine qua non, pra fazer uma mudança tão radical. E aí é que a porca torce o rabo.
Questionei o Tony, se sua família teria coragem de deixar a roça. Afinal vivem em um perfeito paraíso. E a resposta foi positiva, com a ressalva de que “a roça é que não deixa nóis”
A tradução de seu argumento é simples. Vão sim, mas junto precisam levar alguns cães, o Pita (galo de estimação da filha Júlia), que é o despertador da família, e cabe lembrar que ele canta às cinco da manhã, algumas galinhas poedeiras e namoradas do Pita, entre outros bichos.
Tinham que ver o sorriso da sua esposa, quando falei sobre o conforto da área de lazer, com direito a churrasqueira. Prontamente ela argumentou: “e o povo de lá não é enjoado? Não vão se incomodar com o cheiro da nossa comida?”
Espera…como assim? O que há de errado com a comida?
Entendam, eles processam um porco de A a Z, e ela garante que um bom torresmo, leva horas fritando em sua própria banha. Argumentou ainda que o cheiro é muito bom, mas que tem gente que não gosta. E o sarapatel então? Diz que esse podemos sentir o cheiro bem de longe. Ah! Tem ainda um tal rim preparado pelo cunhado, que esse sim…nem eles suportam.
Nos divertimos muito quando comecei a narrar, como seria a surpresa dos moradores vizinhos, que ao se deitarem nas espreguiçadeiras da piscina, seriam surpreendidos por frangos voando da cobertura. Fora a quantidade das essências florais e bambu, que gastariam para suportar a chamada agressão por mau odor.
Muitos risos, largos, leves
Meu querido amigo Tony (Buscapé), sua simplicidade é extraordinária, mas o fato é que seriam expulsos, e então o melhor é, permanecer onde vocês estão.
Tudo o que é belo, tende a ser simples amigo Tony.
AF

Produzido Por Arilmey Freitas

janela-da-candinha-logo1

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

doze − onze =